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Postagens recentes Bem vindo ao mundo Otaku de Kizurito

Princesa Mononoke

sexta-feira, 25 de julho de 2014



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 Japão, Era Muromachi. Aquele era um tempo de muitas mudanças, onde os homens ainda conviviam com feras e deuses. Mas a paz só duraria até um inevitável dia em que tudo seria posto abaixo e o homem mostraria do que era capaz. Um terrível demônio que possui o corpo de deus-Javali, estava deixando a floresta e se dirigindo ao vilarejo dos Emishi, um povo nobre cujo príncipe chama-se Ashitaka, ele é quem se encarregará de parar o terrível deus-Javali (na verdade um "Tatari Gami", ou "deus da Maldição") que estava a caminho de sua região, e com certeza iria destruí-la. Mas o resultado dessa batalha é que ele acaba recebendo uma maldição, posta pelo demônio pouco antes de morrer. Condenado, Ashitaka decide deixar seu povo e segue para o oeste, em busca da cura para o seu problema.
Sem que ele soubesse, no oeste, os mineradores de ferro e os deuses-animais travam uma grande batalha. Do lado dos deuses-animais se encontra San (a princesa Mononoke), uma jovem garota que foi adotada e criada por uma tribo de deuses-lobo. Seu ódio pelos humanos que querem destruir a floresta dos deuses é tão grande, que ela acaba esquecendo-se de sua própria humanidade. Mas sua vida muda quando ela conhece o jovem príncipe Ashitaka, que passa a amá-la.
As coisas não estão fáceis, já que os mineradores da aldeia liderada por Lady Eboshi só querem que sua terra seja um lugar bom e estável para se viver, e seria da floresta que eles retirariam as riquezas minerais, nem que para isso animais fossem mortos e árvores fossem derrubadas.
Ashitaka acaba tendo que ajudar San e os deuses-animais contra as intenções destrutivas do homem contra a natureza. Ele também descobrirá o verdadeiro motivo de ter sido amaldiçoado e sua missão naquela guerra.

Mononoke Hime

Princesa Mononoke (PT/BR)
Pôster promocional
 Japão
1997 • cor • 134 min 
Direção
Produção
Roteiro
Hayao Miyazaki
Elenco
Yōji Matsuda
Yuriko Ishida
Yūko Tanaka
Kaoru Kobayashi
Género
Idioma
Música
Cinematografia
Atsushi Okui
Edição
Takeshi Seyama
Estúdio
Distribuição
Toho
Lançamento
12 de julho de 1997
Orçamento
US$ 23.5 milhões
Receita
US$ 159.375.308

Hayao Miyazaki - The Wind Rises (Tradução no Brasil - Vidas ao Vento)

quinta-feira, 24 de julho de 2014

 Animação do mestre Hayao Miyazaki celebra a inventidade e lamenta o uso que se faz dela.
Hayao Miyazaki, o mestre responsável por filmes como A Viagem de Chihiro e O Castelo Animado faz em Kaze Tachinu (batizado no Brasil como Vidas ao Vento) a animação mais adulta e romântica de sua carreira.
Trata-se da cinebiografia de Jiro Horikoshi, o designer que criou o famoso avião de combate japonês Mitsubishi A6M Zero, um dos mais mortíferos usados na Segunda Guerra Mundial. Desde os dias da infância do engenheiro, ao papel fundamental no esforço de guerra, o longa acompanha Horikoshi nos tempos difíceis que antecederam o conflito, passando pelo grande terremoto que devastou Tóquio em 1923.
Vidas ao Vento é diferente dos filmes anteriores de Miyazaki, já que não emprega elementos fantásticos na história (as únicas sequências com elementos irreais são as em que Jiro sonha). Claro que seus longas passados também exploram a natureza sombria da humanidade, mas neste, a exploração é literal, já que narra a vida de um fabricante de armas.
Criticada por humanizar um personagem que criou tanta destruição (o filme deve ser mal recebido nos EUA, já que Pearl Harbor foi devastado pelos Zeros), a animação tem uma mensagem clara, de pacifismo, um tema recorrente na obra do veterano realizador japonês. Fala-se de frequentemente nele de que voar é um "sonho amaldiçoado" e Jiro é atormentado pela corrupção em armas de guerra de seus desejos de criar algo belo.
As partes da cinebiografia que retratam o inventor em sua vida privada, porém, são completamente fabricadas. Elas adaptam parcialmente o romance The Wind Has Risen (1937), de Hori Tatsuo, que se passa em um sanatório para tuberculosos em Nagano, Japão. O resultado, a mistura de ficção e fatos, é arrebatador e extremamente romântico.
Como é comum na obra de Miyazaki, a arte do filme é deslumbrante. Dos fundos pintados às retratações dos aviões e ao carinho especial como são mostrados os projetos e cálculos, tudo é belíssimo. A sonoplastia é igualmente brilhante, com os sons das aeronaves lembrando lamentos de criaturas - um pequeno eco das fantasias épicas do currículo do diretor - e complementa a bela trilha sonora baseada em acordeons de Joe Hisaishi, que volta a trabalhar com o diretor depois de colaborações em filmes como Princesa Mononoke e A Viagem de Chihiro.
Ao final, Vidas ao Vento é uma celebração da criatividade e engenhosidade humanas, uma que lamenta nossa capacidade para a destruição da maneira mais poética possível. Se realmente este for o último filme de Miyazaki, que anunciou sua aposentadoria recentemente, ao menos ele deixa o cinema com uma de suas obras-primas.
 Vi no: http://omelete.uol.com.br

Go Nagai, o homem que recriou o mangá

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Pouca gente tem o cacife de ter criado algo realmente relevante. Tão relevante que é seguido e imitado por outros, pavimentando um caminho. Mesmo não tendo criado a partícula inicial. Tolkien criou a fantasia medieval como a conhecemos hoje, mas admitidamente baseado em obras antiquíssimas como Beowulf. Siegel e Shuster criaram o primeiro super herói com poderes, mas figuras mitológicas já os tinham, como Hércules e Sansão. Liefeld criou um padrão de ruindade, mas pessoas cegas e sem membros convulsionando  já desenhavam arte ruim. Allan Moore criou toda sua carreira em cima de obras de outros.
E Go Nagai?
Ele criou o massa veio. E um futuro. De muita violência, sexo e porrada. Se Ozamu Tezuka criou o mangá moderno, Go Nagai o recriou, pouco tempo depois.
Pra começar ele criou o conceito de robôs gigantes como os temos hoje. E muito mais. Praticamente criou  a mega violência no mangá. Mas estou me adiantando.
Go Nagai sempre foi um maluco. Enquanto Stan Lee e Kirby avançavam com sua revolução ingênua no outro lado do Atlântico, Go nagai chutava o balde com a comédia Harenshi Gakuen em 1968,  considerado o primeiro mangá hentai. Para os padrões de hoje seria um etchi quase inocente.
A historia é sobre um colégio interno dirigido pelo insano Toenail of Satan (Unha do dedão de Satã. Eu não conseguiria inventar isso nem que tivesse fumado um hobbit). Os professores e os alunos passam a maioria do tempo tentando e geralmente conseguindo ver as calcinhas e peitinhos das alunas.
Go Nagai sabia o que seu público queria.
Go Nagai sabia o que seu público queria.


Foi quando um caminhão de merda,  digno de Biff Tannen atingiu o ventilador.
Normalmente vemos a sociedade japonesa como bastante liberal, particularmente em relação sobre sexualidade em suas obras. Mas lá, como aqui, há os defensores da moral e bons costumes. Principalmente na forma das PTAs, associações de pais e professores. E eles caíram matando em cima de Nagai. Isso inclui coisas tipo entrevistas para jornais e revistas e câmeras de tv na cara dele, todos o chamando de inimigo da sociedade. Bem, nem todos. Os fâs o apoiaram integralmente
Resumindo, a barra pesou tanto que Go Nagai resolveu encerrar Harenshi Gakuen. A seu modo. Modo sensacional.
A escola da historia foi invadida por um exercito de pais e professores e TODOS os personagens foram cruelmente massacrados.
Nunca espere finais fáceis ou felizes com Go Nagai.
Mas isso não desviou Nagai de seu caminho de sangue, violência e peitos de fora e fodassidade em geral.
Nos anos 70,  Go Nagai estava preso no transito,  e como todo mundo já fez, pensou em passar por cima dos babaquaras que estavam na sua frente. E que melhor maneira que fazer isso do que com um robô de quinze metros?
Sonhos podem se realizar!
Sonhos podem se realizar!
Mas na época, os robôs gigantes como Homem de Aço (Tetsujin 28, o primeiro mecha) e Robô Gigante eram controlados por rádios e coisas do tipo por meninos bem intencionados. Então Nagai pensou em algo. Um robô controlado por dentro. Como o carro onde estava. E por que um garoto bem intencionado? Por que não um adolescente real? Ou seja um tarado imbecil que só sabe brigar?
Nascia assim Mazinger Z.
Criado pelo cientista louco,  dr. Kabuto,  para seu neto Koji, o velho lhe deu uma escolha, usar o Mazinger para se tornar um deus ou um demônio. Ou seja salvar a humanidade ou botar pra fuder.
Depois disso falemos da série Devilman, considerado por muitos o ápice da porra-louquice de Nagai.
devilman
A historia é centrada em Akira Fudo, um garoto bunda mole que se transforma em um ser demoníaco após ser possuido por Amon o demônio da guerra, mas se mantém no controle do capeta e deixa de ser cuzão. Motoqueiro Fantasma é o meu caralho mijando fogo. Apesar que ambos os dois foram criados no mesmo ano 1972. MAS Devilman foi baseado em Demon Lord Dante, também de Go Nagai, que tinha um conceito parecido e foi lançado em 71.
Altamente splatter e as vezes gore, Devilman e sua meio-que-sequencia, Devilman Lady (chamado nos EUA pelo nome mais sensato de Devil Lady)  estão repletas de sangre e sexo. Normalmente nessa ordem. E uma coisa normal nos trabalhos de Nagai, não há finais fáceis. E a visão de Nagai sobre demônios e Deus e religião e tal é com certeza controversa e pode até perturbar alguns. Já ofendeu uma galera.
Vamos esclarecer uma coisa. Go Nagai é um roteirista foda, que criou vários clichês e ainda hoje sabe prender o leitor. Mas é um desenhista instável para dizer o mínimo. Suas cenas de luta são ágeis e dinâmicas. Mas é fácil notar que suas figuras humanas não são das melhores, em particular nos rostos. Da mesma forma, seu traco não mudou muito dos anos 60 para cá.
Agora vou falar a real. É impossível condensar a obra de Nagai em um post que não fique imenso. O cara se meteu em tudo, mangás, animes, live action, por toda parte lá estava ele, por décadas.
Mas dá pra ter uma ideia da importância do cara pelas suas obras. Cutey Honey foi uma das primeiras mahou shoujo (garotas mágicas) e inspirou,  entre outros, Sailor Moon.

Cutie Honey. Uma andróide com menos partes artificiais que a Angela Bismark.
Cutie Honey. Uma andróide com menos partes artificiais que a Angela Bismark.
Getter Robo criou outro clichê dos robôs gigantes,  os robôs que se combinam para criar um maior. Violence Jack é com certeza o nome mais adequado já criado, com tanta violência e sexo que faz The Autority parecer um episódio do Chaves. Kekko Kamen, a justiceira mascarada. Que só usa botas, luvas e a já mencionada máscara e derrota seus inimigos com fenomenais chaves-de-buceta.
Acredite, essa é a imagem mais leve que consegui achar do golpe final da Kekko Kamen.
Acredite, essa é a imagem mais leve que consegui achar do golpe final da Kekko Kamen.
Vejamos então. O cara criou o conceito de robôs tripulados. Depois, de robôs que se combinam. O uso de erotismo e violência no mangá, que seria quase irreconhecível sem isso hoje. O uso de personagens femininas e até protagonistas (Cutie Honey é de 73, a primeira protagonista em mangá shonen) com alguma atitude e não apenas donzelas quietinhas. Os protagonistas adolescentes menos babacas e mais reais. Suas obras são constantemente adaptadas para toda e qualquer mídia imaginável e reimaginadas e relançadas com frequência.
Violence Jack. Mulheres que vêem essa imagem engravidam e homens crescem a barba até  nos pés.
Violence Jack. Mulheres que vêem essa imagem engravidam e homens crescem a barba até nos pés.
Todas suas obras o tornaram um  dos grandes no anime e manga, eu diria até, tão influente quanto Ozamu Tezuka. O cara já fez uma ponta na continuação de Toxic Avenger (um crossover do Vingador Toxico com o Devilman seria mais violento que a guerra do Vietnã).
Então se você não tem medinho de sangue e sexo. Se você pensa que manga é só Naruto e coisas do tipo. Se você acha que o Garth Ennis foi ousado em  The Boyz ou o Moore foi polêmico em Watchmen, dê uma procurada nas obras de Go Nagai.
Garantia de saudável violência.

One-Shot ----- Kaeribana no Kanojo - Um garoto timido pratica falando com gatos



Nome(s) Alternativo(s): 帰り花の彼女, Kaeribana no Shoujo, The Return of the Flower Girl 
Tipo: One-Shot 
Status: Completo 
Autor: Tanaka Meca 
Desenho (Art): Tanaka Meca 
Categoria(s): romance, shoujo, sobrenatural 
Ano: 2012 
Modo de Leitura: Direita para Esquerda


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Nyu-chan - Minha amiga, criadora desses AMV...

terça-feira, 22 de julho de 2014

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